Mostrando postagens com marcador Poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesias. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Reflexões sobre o Universo


Tenho mais com o que me preocupar.
Como o céu azul...
...o próximo CD que ouvirei...
...o próximo livro que degustarei.


A casa de chocolates da esquina que fecha às 20h. E se me der vontade antes de dormir já terá fechado. Tenho que me preocupar em suprir meu quarto antes que ela feche. Isso é de suma importância, concorda?!

A vida é um fato importante. Vou ficar me preocupando com ninharias que os homens criam e fazem tempestade em cima!?

A vida é simples demais.
Os homens que complicam.
O amor é simples.
O encontro com Deus é simples.
É só você parar pra perceber isso.


Você acredita em Deus?
Então é o suficiente pra você entender a simplicidade da vida.
E de que você não precisa de mais nada do que tem nesse mundo.
Só de ar para continuar vivo, e da certeza que um dia vai morrer.
E deixar tudo isso daqui pra trás, e levar consigo só o que estiver intrínseco em você, na sua alma...


Então, é o que eu falo:
Ame incondicionalmente, todas as coisas. Do mais pequenininho inseto até a grandiosidade do universo. Deus está em tudo isso. E toda essa força que move nossas paixões, nossas emoções e nossa vida, é a mesma que colocou o universo em movimento há 15 bilhões de anos.


Por isso devemos ter noção: nada é complicado demais que chegue sequer perto de uma ínfima parte de 15 bilhões de anos.

Entende a superficialidade do homem diante da magnitude do universo?
Se quiser encontrar explicação pra certos problemas, pense se esses problemas deveriam mesmo lhe incomodar.


Sim, a felicidade é tão simples quanto o amor.
Ambos, você deve encontrar dentro de si mesmo.
E só de si, porque somente assim vai aprender amar.
E quando digo amar, não é essa coisa imposta pela mídia.
Esqueça esse amor. Ele é inútil!
Só nos traz sofrimento e perda de tempo.


Por exemplo. Você nunca viu neve?
Procure na internet, fotos de um floco de neve.
É uma das coisas mais lindas!!! Ao microscópio.
E nunca, jamais, um floco de neve será igual a outro. Todos são diferentes.
E todos vão se derreter e deixar de ser o que são e se tornarem um único corpo novamente: água.

Sim, a felicidade é tão simples quanto o amor.
Ambos, você deve encontrar dentro de si mesmo.
E só de si, porque somente assim vai aprender amar.


Pensamentos devem ser moldador como argila, não talhados como mármore.


Felipe de Moraes
27 de março de 2009

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Hoje


Hoje estou imensuravelmente feliz
Acordei com a vida brilhando esplendorosamente diante de meus olhos,
e mesmo com o céu cinza, o vejo azul.

Algo assim entre o imaginário e o real absoluto.
Entre a terra do nunca e minha vida,
entende?

Como se só me restasse esse dia de vida.

Como se o céu estivesse no lugar somente hoje,
como se o ar entrasse pela primeira vez em meus pulmões,
e me fizesse sentir o frescor da vida em toda a sua essência.

Descobri pássaros e flores a cantarem,
árvores a balançarem com o vento,
o som das águas cantando melodias.

O sorriso em rostos que amo,
em pessoas pelas quais dou, sem pensar, minha vida.
E outras pelas quais quero dar.

Descobri pessoas que amo, e porque as amo.
Porque também as amo cada vez mais,
e porque elas me fazem voar sem sair do chão.

Descori que o filho do Homem veio sim,
se tornou tudo e nada ao mesmo tempo,
nos conheceu a todos em nossas diversas faces.

E somente depois se foi.

Descobri que o sol brilha claro e quente,
com o calor sereno de uma tarde,
com raios entre as copas das árvores.

Senti o mundo parar para me deixar passar.
Senti a vida correr e parar, ao mesmo tempo.
Senti a loucura do trânsito, e a calma de flanar num jardim.

Vi meu cabelo em meu rosto,
deixei bagunçado mesmo.
Apenas coloquei os dedos entre as mechas.

Vi pinturas de Monet ganharem vida,
ouvi Vivaldi, Cher e escrevi sobre a experiência.
Vi a grandiosidade que temos ao alcance e não aproveitamos.

Uma explosão de vida,
de ser humano, em erupção,
de ter a vida em minha vida.

Vejo uma pele macia, um sorriso de criança.
Olhos que buscam os meus, palavras que buscam as minhas,
Algo assim entre o eu e o encontro.

Algo assim entre o beijo e a distância,
ou como beijos através de um smile no MSN.
Ou como a despedida sem ter encontrado.

Posso sentir algo acontecendo.
Posso sentir a vida fluir,
posso tudo.

Tenho força estrondosa, humana.
Tenho sentimentos fortes.
Amo, alegro, entristeço.

Enraiveço, colerizo, melancolizo.
Torno a amar, e peço desculpas.

Tenho muito o que fazer aqui ainda.

Tenho que pedir desculpas para pessoas que machuquei.
Que nunca quis machucar, mas aconteceu.
Tenho também que evitar disso acontecer.

Tenho que amar muito meus amigos,
porque mais do que nunca,
me dou conta que não sou nada sozinho.

Tenho que acompanhar a vida da minha família.
Porque tenho saudades dos que partiram,
e sei que terei muito mais dos que ainda partirão.

Para isso tenho vida, e sei que por isso chorarei muito.
Mas é o fundamento: início, meio e fim.
É completamente aceitável.

Para isso tenho vida, e sei que por isso rirei muito também.
Por saber que tenho essa oportunidade,
e tudo a favor dela.

Tenho que ligar para minha mãe,
dizer que a amo.
Por ela ter me dado a vida, acima de tudo.

Tenho que ligar para minha vó,
dizer que a amo.
Por ela ter feito de tudo para que eu seguisse vivo.

Falar para meu vô que tudo que sou é ele.

Poder dizer para quem já se foi
que sinto muito a falta...

Abraçar meu cachorro, ver aqueles olhos castanhos
e o nariz de trufinha. Sentir seu pêlo macio,
e sua cabeça deitada.

Tenho que beijar, abraçar e dizer que amo.
Olhando nos olhos, segurando nas mãos.
Tomar banho junto.

Bagunçar o cabelo, melar de saliva.
Deixar marca no pescoço.
Gritar, espernear e querer explodir.

Esfregar coxas depois de fazer amor,
e dormir de conchinha,
sem ter hora para acordar.

Tenho que conhecer a vastidão do mundo.
Visitar Veneza, Pequim, Atenas
e o quintal de casa.

Me dou conta da vida que corre.
E disso vou tirar proveito.
Afinal, só estou aqui por enqüanto.

Como se só agora pudesse sentir perfumes,
se só agora pudesse ouvir a música que amo.
se só agora pudesse ver o poente.

E só agora sentir a textura e calor da pele,
e o sabor de um beijo na boca.

Comer chocolate.

Assistir ao poente, apreciando as nuvens,
e ver que roxo, laranja, rosa e azul
combinam perfeitamente!

Ver o sol nascer, apreciando o ar fresco da manhã
a tocar minha pele, fazendo de cada dia
uma vida completa, com nascimento, amadurecimento e morte.

Estou vivo.

Sinto o ar fresco entrar em mim com força avassaladora,
numa explosão de vida e alegria.

Num turbilhão de sentimentos, de sensos
e vontades.

Vontade de nunca deixar a vida partir.
De nunca deixar que ela saia de meu corpo.

De nunca deixar toda essa criação
que Deus nos deu especialmente.

Cuidar não é uma opção.

Uma vontade estúpida de viver,
de amar e se dar por completo.
À vida e ao amor.

E depois de tudo...

Ah, depois é uma outra história.


Felipe de Moraes
São Paulo, 3 de dezembro de 2007
02h06

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Reflexos

Entre tantos outros passos
surgem abraços.
Olhados e calados
Diante dos tantos outros compassos.

Viver o esperar, numa mesa de jantar
num quarto com vista para o mar
na luz da noite contemplar
e amar o seu devanear.

Nas mãos as minhas
nos olhos os meus.
O calor que passa e transpassa
ultrapassa esse espaço.

O calor que aquece
o amor
do calor que aquece
e precede.

E pede, e fala, e promete
e comete, e repete.
E repete e impele
a sensação da pele.

Que toca, toca
as teclas da pele
que impele
que pede.

Pede, pede
por um beijo na chuva
numa praça
numa noite.

Numa prece, que regresse
pros meus braços, meus abraços
meu contorno em seu contorno
que aquece e permanece.

Numa lágrima que corre
e percorre
seus traços, meus abraços
nos seus braços.

Que promete, e segura
não deixa partir
e partir, e segurar
no calor do amar.

Que tudo o amar
é o simples fato de contemplar
e viver
e querer querer.

Querer você, aceitar
o fato de querer
O que o tempo
jamais irá esmaecer.


Felipe de Moraes
12 de junho de 2008, quinta-feira
11h54

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A MAR O MAR


A mar o mar
O mar Amar
Sentir

Prantear um mar
Amar para prantear
Um mar prantear

O mar sentir
Para amar
......... E esperar

Acreditar

Sobre (o, a) mar caminhar
......... E não retornar

Optar por seguir
......... Descobrir

O acaso das ondas
esperar

Ouvir
o que (o, a) mar
tem
......... a nos falar

Libertar

Deixar o mar
Permitir naufragar
......... renunciar

Resgatar
o que nos permitir
......... amar

E seguir

Tentar
E conseguir

AMAR-RAMA
OMAR-RAMO
A-MAR-AMO

Sobre as ondas
de gôndola
......... navegar
e um bandolim
......... a soar.

Amar para esquecer
É mal a mar

Esquecer para amar
É renunciar

Esquecer (o, a) mar
É morrer

E esvaziar
......... o mar.


Felipe de Moraes
15 de fevereiro de 2008
12h31

Budapeste em Diogo maior


Lá onde o Danúbio faz o horizonte
a água fica azul e o céu roxo
o dourado das agulhas resalta
e o vermelho das paixões exala.

Ele tem saudades,
de um dia qualquer
que ainda não chegou.

Ele tem curiosidade,
de um dia específico
que já passou.

Conhecer é poesia,
Conversar é sinfonia,
Apreciar, é degustar
notas de telas num museu.

É dormir e acordar,
é viver e morrer,
é distanciar e aproximar.

Estando tão longe,
e tão perto.


Felipe de Moraes
26 de janeiro de 2009
12h44